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Qual
o papel das mudanças para uma execução
eficaz?
Por Alessandra Assad
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A incapacidade de gerenciar mudanças com eficácia
pode destruir ou comprometer seriamente planos de execução,
porque uma execução bem-sucedida requer uma gestão
de mudança eficaz. Mas, por que gerenciar mudanças é sempre
uma questão potencialmente perturbadora, apesar da aprendizagem
e dos insights que aparentemente foram acumulados ao longo do tempo? Primeiro,
porque gerenciar mudanças estratégicas é algo
complexo e difícil. O número de fatores e obstáculos
interdependentes que afetam a execução certamente
aumentam a complexidade que os líderes precisam enfrentar
ao fazer seus esforços de mudança. Em segundo lugar,
a ênfase em programas ou processos de execução
da estratégia não tem se centrado o suficiente
em certos aspectos da gestão de mudanças que afetam
diretamente os resultados da execução.
Outra variável preciosa é a relação
entre o tamanho da mudança e o tempo disponível
para realizá-la. Isso determina como a mudança é executada,
os custos e benefícios da mudança e o prognóstico
de sucesso.
Baseado nesses pontos, o professor
Lawrence Hrenbriniak, especialista em Execução, construiu um modelo de mudança
e execução que é útil para os gerentes
que estão preocupados em fazer a estratégia funcionar.
Os componentes do modelo são:
O tamanho de um problema – o conteúdo da mudança
deve refletir e reagir ao tamanho de uma ameaça ou oportunidade.
O tamanho importa quando descreve problemas com os quais a gerência
deve lidar ao gerenciar mudanças. Quanto maior o problema,
mais complexo será o conteúdo necessário
para confrontá-lo e mais difícil será gerenciar
mudanças com eficácia.
Tempo disponível para as mudanças – horizontes
de prazo mais curto incluem aumentar o número de mudanças
ou componentes de mudança que precisam ser considerados
simultaneamente. Em geral, quanto menor o horizonte do prazo,
maior a complexidade do processo de mudança, já que
mais fatores críticos devem ser levados em consideração
ao mesmo tempo.
Velocidade da mudança – quando muitos problemas
de mudança devem ser levados em conta em um curto período
de tempo, a “velocidade da mudança” é alta.
Geralmente, quanto maior a velocidade, maiores os custos ou problemas
associados com o processo. Uma alta velocidade, normalmente está associada
com um baixo índice de sucesso na gestão de mudança.
O especialista ressalta que até mesmo o sucesso estratégico
pode criar e alimentar vários obstáculos relacionados à mudança.
Confira os 6 passos, problemas ou decisões básicos
ou gerais apresentados por ele para gerenciar mudanças:
1 – Tamanho e conteúdo da mudança
O primeiro passo é decidir sobre o foco dos esforços
de mudança. O que precisa ser mudado? Quão grande é o
problema ou ameaça que a organização enfrenta,
e como a organização deveria responder?
2 – Tempo disponível para a mudança
Quanto tempo a administração tem para executar
a mudança? A organização dispõe do
luxo do tempo, ou deve agir rapidamente?
3 – Táticas no processo de execução/mudança
Como deve ser realizada a mudança? Deve ocorrer aos poucos
ou de uma vez? Deve ser implementada lenta e metodicamente, ou
de forma rápida para que esteja concluída em uma única
investida?
4 – Responsabilidade ou prestação
de contas
Quem é responsável ou deve prestar contas pelos
elementos ou aspectos do processo de mudanças? Essa responsabilidade
está clara para todos aqueles envolvidos na mudança?
5 – Superar a resistência à mudança
É
fundamental superar a resistência à mudança
ou a novos esforços de execução. A resistência
aberta e, particularmente, a dissimulada podem simplesmente acabar
com os esforços de mudança e com a execução,
ou ao menos prejudicá-los.
6 – Monitorar a mudança
As mudanças estão funcionando? Com quanta firmeza
(ou não) deve ser monitorado o processo de mudança?
Que métodos devem ser usados para rastrear ou acompanhar
a mudança? O monitoramento dos resultados e do progresso
e o ajuste ou modificação do processo de mudança
são importantes para alcançar os resultados desejados
da execução.
Preste maior atenção maior aos três primeiros
problemas. O tamanho de uma ameaça ou oportunidade estratégica
e o tempo disponível para a mudança interagem de
forma a impactar muito o terceiro problema, como é gerenciado
o processo de mudanças. O fator de como o processo é gerenciado,
por sua vez, apresenta tanto custos quanto benefícios
potenciais para uma organização.
Saber como o tamanho e a velocidade
da mudança afetam
a execução da mudança e os custos e benefícios
de diferentes abordagens à mudança é absolutamente
essencial à gestão de mudanças e a uma execução
eficaz.
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