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Gestão de Carreira
Por Carlos Hilsdorf

 


Para construir uma carreira de sucesso você precisará ser ao mesmo tempo um cientista e um artista.

Arte e ciência têm em comum o fato de nunca estarem satisfeitas, e de serem ambas, exposições imprecisas da realidade.

Talvez cause estranhamento ler que a ciência é uma exposição imprecisa da realidade, mas basta lembrar que a ciência de hoje é exatamente a superação e muitas vezes a negação da ciência de ontem!

Enquanto a ciência é conhecimento organizado, a arte corresponde à técnica da obtenção do “memorável”. A ciência interpreta a realidade com base em fórmulas e a arte a “retrata” com símbolos.

O que ciência e arte têm em comum com gestão de carreira?

Tudo!

Nas relações interpessoais você precisa tanto da ciência política quanto da arte da comunicação. Para manter-se em posições de evidência nos negócios você vai precisar atuar tanto como negociador quanto como um escultor.

Na gestão você vai precisar da arte de implantar mudanças e da ciência de implantar as mudanças certas.

Tudo na vida e nos negócios representa um encontro da arte com a ciência. No mundo dos negócios vencem aqueles que compreendem a necessidade de utilizar, simultaneamente, ciência e arte, razão e emoção, em proporções variáveis caso a caso.

Mas precisamos estar cientes que o excesso de arte ou de ciência pode prejudicar a obtenção dos melhores resultados.

Excesso de talento pode ser prejudicial assim como excesso de racionalidade também. Observe que na elaboração de uma estratégia de Marketing, embora você considere racionalmente inúmeras variáveis, terá que lidar também com o intangível, com as reações emocionais dos clientes.

O excesso de racionalidade torna uma campanha publicitária fria e o excesso de emotividade a torna piegas e pouco assertiva. Daí a necessidade do equilíbrio.

Um bom RH precisa igualmente dominar a arte de trabalhar com pessoas e a ciência da compreensão desses talentos no ambiente organizacional.

Precisamos todos de uma avaliação constante do nosso balanço emotividade/racionalidade. As duas características são fundamentais para uma boa gestão de carreira, não devemos subestimar nem superestimar a nenhuma delas.

É comum que pessoas com uma orientação mais racional desprezem os aspectos emocionais da sua personalidade e também nas demais pessoas com as quais se relaciona. Isto prejudica muito a qualidade dos relacionamentos.

Outras pessoas de perfil mais emotivo tendem a desconsiderar a importância da análise dos dados, do pragmatismo. Isto prejudica gravemente o processo de tomada de decisão e consequentemente os negócios.

Como a imensa maioria das pessoas tem uma nítida inclinação para uma destas orientações e, como hoje trabalhamos em equipes, estamos o tempo todo em contato com estilos diferentes dos nossos. Tratar a todos da mesma maneira é um delírio profissional. A sabedoria está em estabelecer empatia, comunicação e estratégias de qualidade para lidar com pessoas diferentes.

Imaginar que você conseguirá manter sua posição ou seu processo de ascensão profissional sem incomodar a alguém é, no mínimo, ingenuidade. Até porque mesmo que você se esforce e domine a arte e a ciência de não incomodar a ninguém, uma coisa é certa: muitos se sentirão incomodados por conta própria.

Ou seja, você vai precisar da ciência e da arte da administração dos conflitos, dos egos e das vaidades. Apenas a ciência ou somente a arte não vai resolver... Você vai precisar das duas!

Aqueles que querem vencer em suas carreiras terão que, necessariamente, desenvolver o espírito missionário dos artistas e o espírito pragmático dos cientistas.

Se você está neste grupo, bem vindo ao caminho rumo ao topo, se ainda não está, verifique se você é melhor definido como um artista ou como cientista e busque desenvolver o complemento. Focalize suas forças, administre suas fraquezas, mas não confie apenas nas primeiras e nem acredite muito nas segundas.



 

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