Para construir uma carreira de sucesso você precisará ser
ao mesmo tempo um cientista e um artista.
Arte e ciência têm em comum o fato de nunca estarem satisfeitas,
e de serem ambas, exposições imprecisas da realidade.
Talvez cause estranhamento ler que a ciência é uma exposição
imprecisa da realidade, mas basta lembrar que a ciência de hoje é exatamente
a superação e muitas vezes a negação da ciência
de ontem!
Enquanto a ciência é conhecimento organizado, a arte corresponde à técnica
da obtenção do “memorável”. A ciência
interpreta a realidade com base em fórmulas e a arte a “retrata” com
símbolos.
O que ciência e arte têm em comum com gestão de carreira?
Tudo!
Nas relações interpessoais você precisa tanto da ciência
política quanto da arte da comunicação. Para manter-se
em posições de evidência nos negócios você vai
precisar atuar tanto como negociador quanto como um escultor.
Na gestão você vai precisar da arte de implantar mudanças
e da ciência de implantar as mudanças certas.
Tudo na vida e nos negócios representa um encontro da arte com a ciência.
No mundo dos negócios vencem aqueles que compreendem a necessidade de
utilizar, simultaneamente, ciência e arte, razão e emoção,
em proporções variáveis caso a caso.
Mas precisamos estar cientes que o excesso de arte ou de ciência pode
prejudicar a obtenção dos melhores resultados.
Excesso de talento pode ser prejudicial assim como excesso de racionalidade
também. Observe que na elaboração de uma estratégia
de Marketing, embora você considere racionalmente inúmeras variáveis,
terá que lidar também com o intangível, com as reações
emocionais dos clientes.
O excesso de racionalidade torna uma campanha publicitária fria e o
excesso de emotividade a torna piegas e pouco assertiva. Daí a necessidade
do equilíbrio.
Um bom RH precisa igualmente dominar a arte de trabalhar com pessoas e a ciência
da compreensão desses talentos no ambiente organizacional.
Precisamos todos de uma avaliação constante do nosso balanço
emotividade/racionalidade. As duas características são fundamentais
para uma boa gestão de carreira, não devemos subestimar nem
superestimar a nenhuma delas.
É comum que pessoas com uma orientação mais racional
desprezem os aspectos emocionais da sua personalidade e também nas
demais pessoas com as quais se relaciona. Isto prejudica muito a qualidade
dos relacionamentos.
Outras pessoas de perfil mais emotivo tendem a desconsiderar a importância
da análise dos dados, do pragmatismo. Isto prejudica gravemente o processo
de tomada de decisão e consequentemente os negócios.
Como a imensa maioria das pessoas tem uma nítida inclinação
para uma destas orientações e, como hoje trabalhamos em equipes,
estamos o tempo todo em contato com estilos diferentes dos nossos. Tratar a
todos da mesma maneira é um delírio profissional. A sabedoria
está em estabelecer empatia, comunicação e estratégias
de qualidade para lidar com pessoas diferentes.
Imaginar que você conseguirá manter sua posição
ou seu processo de ascensão profissional sem incomodar a alguém é,
no mínimo, ingenuidade. Até porque mesmo que você se esforce
e domine a arte e a ciência de não incomodar a ninguém,
uma coisa é certa: muitos se sentirão incomodados por conta própria.
Ou seja, você vai precisar da ciência e da arte da administração
dos conflitos, dos egos e das vaidades. Apenas a ciência ou somente a
arte não vai resolver... Você vai precisar das duas!
Aqueles que querem vencer em suas carreiras terão que, necessariamente,
desenvolver o espírito missionário dos artistas e o espírito
pragmático dos cientistas.