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Auto-estima
e desempenho profissional
Por Delair Zermiani
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Se você pensou ‘nada a ver’ ao ler esse título
faz parte da maioria das pessoas, inclusive empresários, que
ainda não perceberam a importância da auto-estima dos
colaboradores para a maior e melhor produtividade deles e, consequentemente,
da instituição onde atuam.
Quase meio século de pesquisas aponta que o fator fundamental
da produtividade nas organizações depende da qualidade
das relações interpessoais. E do que depende a relação
interpessoal? Da AUTO-ESTIMA!!! E, se pensarmos bem, verá que
o chavão atribuído àquela que não se
relaciona bem com clientes internos e externos têm um fundo
de verdade. O que dizem sobre ela: ‘É mal-amada’ ou ‘Ela
não gosta nem de si mesmo, como vai gostar dos outros?’ ou ‘É falta
de homem’, etc. Que mensagem traz, implícitas, essas
sentenças se não a ligação total com
nosso título? Se eu não me amo e, além disso,
sinto que não sou amada, que motivos tenho para me preocupar
com terceiros? Eu estou em primeiro lugar e não sou valorizada,
porque valorizaria a outros?
É
óbvio que se não estivermos ‘de bem’ conosco
mesmos igualmente não estaremos ‘de bem’ com os
outros? Eu só cultivo relacionamentos de qualidade com outros
se eu os cultivo primeiro comigo mesma.
Infelizmente são poucos os empresários que se preocupam
em trabalhar a qualidade do relacionamento humano em suas empresas.
E quando digo relacionamento humano leia-se autoconhecimento e convívio
em equipe. A maioria preocupa-se em ensinar técnicas aos seus
colaboradores. São técnicas disso, técnicas
daquilo, etc. Mas, de que adiantam técnicas se o colaborador:
- não vê razões pessoais para executá-las
a contento?
- não se auto-estima, logo, porque estimaria ferramentas de
trabalho que não lhe dizem respeito?
- tem questões emocionais mal resolvidas?
- não sabe (nem quer saber) como se relacionar bem com colegas?
Imaginemos a seguinte situação: uma enfermeira (uma
das duas profissões que mais admiro) com todos os conhecimentos
técnicos a respeito de sua função, mas que não
se auto-estima nem se preocupa com a qualidade de seu relacionamento
com colegas e pacientes. É exatamente o mesmo estrago que
colaboradores com baixa auto-estima ocasionam nas corporações.
Apenas a dimensão que o problema toma não é vista
imediatamente como no caso da enfermeira. O que, concordemos, é muito
pior, porque resultados negativos que não são rapidamente
combatidos criam forças e prosperam. E quando, finalmente,
são percebidos, muitos prejuízos irreparáveis
já ocorreram...
Embora a questão seja muito óbvia, é pouco valorizada.
Basta pensarmos sobre a qualidade de nossos relacionamentos com nossos
familiares quando não estamos bem. Enfim, o que tenho percebido
em meus trabalhos como consultora e como conferencista é que
empresas que crescem, aparecem e não envelhecem são
aquelas que se preocupam com a qualidade de vida emocional dos funcionários.
Afinal, antes do ser profissional existe o ser humano...
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